Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical
Baseado no livro Aceitação Radical, de Tara Brach, este é um percurso de 12 encontros de estudo e prática, em que vamos investigar maneiras de reconhecer aquilo que acontece dentro de nós — pensamentos, emoções, medos, desejos, autocrítica — sem acrescentar a essa experiência uma nova camada de luta contra nós mesmos.
Não se trata de aprender a gostar de tudo o que sentimos, nem de se conformar com tudo o que acontece.
Trata-se de investigar, na prática, o que muda quando começamos a encontrar nossa experiência com mais presença e compaixão.
Aceitação Radical não significa gostar de tudo o que acontece, concordar com tudo ou deixar de agir diante daquilo que precisa ser mudado.
A proposta começa em outro lugar: reconhecer com honestidade o que já está acontecendo dentro de nós.
Muitas vezes, além da própria dor, do medo, da vergonha, da raiva ou da insegurança, acrescentamos uma segunda camada de sofrimento:
a luta contra o fato de estarmos nos sentindo assim.
“Eu não deveria sentir isso.”
“Preciso me livrar disso.”
“Tem alguma coisa errada comigo.”
É justamente essa relação com a nossa experiência que a Aceitação Radical nos convida a investigar.
Ao longo do percurso, vamos conhecer e praticar recursos como a pausa, a atenção plena, a investigação, a nomeação, o “sim” à experiência presente e a presença no corpo.
Não para expulsar aquilo que nos incomoda, mas para aprender a encontrá-lo de outra maneira.
Aceitação Radical, de Tara Brach, é o fio condutor dos nossos 12 encontros.
Mas este não é simplesmente um grupo para ler e comentar o livro.
A cada semana, partimos de um dos seus temas. Eu apresento e aprofundo conceitos, trago exemplos da vida e da experiência clínica, acrescento outras referências e conduzo investigações, reflexões e meditações.
A intenção é diminuir a distância entre compreender uma ideia e começar a reconhecê-la na própria experiência.
E existe ainda algo que não acontece quando lemos um livro sozinhos: fazer esse percurso junto com outras pessoas.
Escutar uma experiência e reconhecer algo de si nela. Poder falar e ser escutado. Perceber que aquilo que parecia tão particular também encontra ressonância no outro.
Foi uma das coisas que mais apareceu nas falas dos participantes da primeira edição.