Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical

E se, em vez de continuar lutando contra aquilo que você sente, você pudesse aprender a se relacionar de outra maneira com a sua própria experiência?

Baseado no livro Aceitação Radical, de Tara Brach, este é um percurso de 12 encontros de estudo e prática, em que vamos investigar maneiras de reconhecer aquilo que acontece dentro de nós — pensamentos, emoções, medos, desejos, autocrítica — sem acrescentar a essa experiência uma nova camada de luta contra nós mesmos.

Não se trata de aprender a gostar de tudo o que sentimos, nem de se conformar com tudo o que acontece.

Trata-se de investigar, na prática, o que muda quando começamos a encontrar nossa experiência com mais presença e compaixão.

Marcus Rocha, sorrindo, em um ambiente externo com plantas e flores ao fundo.

Aceitar não é se conformar.

Aceitação Radical não significa gostar de tudo o que acontece, concordar com tudo ou deixar de agir diante daquilo que precisa ser mudado.

A proposta começa em outro lugar: reconhecer com honestidade o que já está acontecendo dentro de nós.

Muitas vezes, além da própria dor, do medo, da vergonha, da raiva ou da insegurança, acrescentamos uma segunda camada de sofrimento:

a luta contra o fato de estarmos nos sentindo assim.

“Eu não deveria sentir isso.”

“Preciso me livrar disso.”

“Tem alguma coisa errada comigo.”

É justamente essa relação com a nossa experiência que a Aceitação Radical nos convida a investigar.

Ao longo do percurso, vamos conhecer e praticar recursos como a pausa, a atenção plena, a investigação, a nomeação, o “sim” à experiência presente e a presença no corpo.

Não para expulsar aquilo que nos incomoda, mas para aprender a encontrá-lo de outra maneira.

Capa do livro Aceitação Radical, de Tara Brach, edição da Sextante.

O que é este grupo?

Aceitação Radical, de Tara Brach, é o fio condutor dos nossos 12 encontros.

Mas este não é simplesmente um grupo para ler e comentar o livro.

A cada semana, partimos de um dos seus temas. Eu apresento e aprofundo conceitos, trago exemplos da vida e da experiência clínica, acrescento outras referências e conduzo investigações, reflexões e meditações.

A intenção é diminuir a distância entre compreender uma ideia e começar a reconhecê-la na própria experiência.

E existe ainda algo que não acontece quando lemos um livro sozinhos: fazer esse percurso junto com outras pessoas.

Escutar uma experiência e reconhecer algo de si nela. Poder falar e ser escutado. Perceber que aquilo que parecia tão particular também encontra ressonância no outro.

Foi uma das coisas que mais apareceu nas falas dos participantes da primeira edição.

Um percurso em 12 encontros

Não vamos percorrer apenas uma sequência de conceitos.

Há um movimento ao longo das 12 semanas.

Estudamos · Investigamos · Praticamos · Compartilhamos
  1. 1

    Reconhecer

    Encontros 1 a 3

    Começamos observando algumas das maneiras pelas quais nos afastamos de nós mesmos: a sensação de inadequação, a autocrítica, o julgamento e a tentativa constante de fazer com que nossa experiência seja diferente do que ela é.

    Temas

    • Transe da indignidade / sensação de que "há algo errado comigo"
    • Fundamentos da Aceitação Radical
    • Mindfulness e compaixão
    • Pausa
    • Padrões de defesa, autocrítica e julgamento
  2. 2

    Aprender a ficar

    Encontros 4 e 5

    Entram a pausa, a atenção plena, a investigação, a nomeação e a presença no corpo. Em vez de permanecer apenas nas histórias que a mente conta, começamos a perceber como nossas experiências estão acontecendo também através de sensações, impulsos e emoções.

    Temas

    • Investigação
    • Nomeação
    • O "sim" à experiência
    • Amizade incondicional consigo
    • Corpo como base da experiência
    • Permanecer presente também diante do desconforto
  3. 3

    Encontrar aquilo de que costumamos fugir

    Encontros 6 e 7

    O percurso nos leva ao desejo, à carência, ao medo e às nossas estratégias de controle e resistência. Em vez de perguntar apenas "como faço isso desaparecer?", começamos a investigar também: como posso estar presente para isso?

    Temas

    • Desejo e carência
    • Compulsões e estratégias de substituição
    • Medo
    • Controle e resistência
    • Estar diante dessas experiências, em vez de apenas tentar fazê-las desaparecer
  4. 4

    Da aceitação à compaixão

    Encontros 8 a 12

    A prática se aprofunda na compaixão por nós mesmos e pelos outros, no perdão e na maneira como levamos essa qualidade de presença para nossos relacionamentos. Nos encontros finais, o percurso se abre para uma investigação mais profunda da consciência e da presença amorosa. Não como um ponto de chegada em que finalmente resolvemos nossos conflitos. Mas como uma prática que podemos continuar levando conosco.

    Temas

    • Autocompaixão
    • Compaixão pelos outros
    • Perdão
    • Relações conscientes
    • Vulnerabilidade e escuta
    • Consciência amorosa / Loving Awareness

Como são os encontros?

O grupo se encontra online, uma vez por semana.

Há momentos de chegada e meditação, espaço para conversar sobre a experiência com as práticas e o aprofundamento do tema daquela semana.

Eu conduzo o encontro, mas não no formato de uma aula em que as pessoas ficam apenas assistindo.

Fazemos pausas, investigações, reflexões e meditações guiadas. Em alguns momentos escrevemos. Em outros, observamos diretamente uma sensação, uma emoção, um pensamento ou uma situação da nossa própria vida.

E existe espaço para compartilhar aquilo que cada pessoa vai descobrindo, respeitando sempre o quanto ela deseja se expor.

Estudamos. Investigamos. Praticamos. Compartilhamos.

Para quem este grupo pode fazer sentido?

Para quem tem um interesse verdadeiro em se conhecer mais profundamente e observar com mais consciência a maneira como se relaciona consigo mesmo e com aquilo que sente.

Talvez você reconheça alguns desses movimentos:

Você não precisa se identificar com tudo isso.

Também não precisa saber meditar, ter experiência com grupos de autoconhecimento ou já ter lido Aceitação Radical.

O ponto de partida é a disposição para olhar para a própria experiência com curiosidade, honestidade e cuidado.

Marcus Rocha

Sou psicólogo clínico e trabalho com processos de autoconhecimento há muitos anos.

Antes da psicologia, fui músico profissional. Depois da minha formação como psicólogo, meu percurso foi se ampliando através de diferentes abordagens de trabalho com o corpo, as emoções e a consciência — entre elas bioenergética, respiração holotrópica, psicanálise e Pathwork — e também através da meditação e de uma longa aproximação com ensinamentos contemplativos.

Entre 2008 e 2018 conduzi grupos de autoconhecimento no Brasil e em outros países.

Aceitação Radical chegou a mim muitos anos depois dessa trajetória já ter começado.

O livro me tocou especialmente porque encontrei nele uma maneira clara e prática de trabalhar algo que sempre esteve no centro do meu próprio caminho e do meu trabalho:

a relação que estabelecemos com aquilo que acontece dentro de nós.

Não apenas compreender nossas emoções, mas perceber o que fazemos quando elas aparecem.

Lutamos? Fugimos? Tentamos controlar? Nos julgamos por senti-las?

Ou existe a possibilidade de permanecer presentes também quando aquilo que encontramos é desconfortável?

Foi a vontade de experimentar essas questões junto com outras pessoas — e não apenas falar sobre elas — que me levou a criar este grupo.

Marcus Rocha, close no rosto, de óculos, olhando para a câmera.

Algumas vozes da primeira edição

Na primeira edição, dez pessoas fizeram juntas esse percurso ao longo dos 12 encontros.

No último encontro, conversamos sobre a experiência que tínhamos vivido.

“Eu me senti muito à vontade nesse grupo. Eu achei que foi muito profundo, muito valioso a participação e a entrega de todo mundo. Assim, parecia que cada um tava trazendo realmente um tesouro muito precioso, assim vindo do coração.”

Karen — participante da 1ª edição

Quer participar de uma próxima edição?

O Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical acontece em edições com 12 encontros semanais e online.

Se você tiver interesse em participar de uma próxima edição, pode deixar seu nome na lista de interesse. Quando uma nova turma for aberta, entrarei em contato com as informações sobre datas, horários, investimento e participação.

O investimento será informado junto com as demais informações quando uma nova edição for aberta.

Perguntas frequentes

Preciso saber meditar?
Não. Ter experiência anterior com meditação ou atenção plena não é requisito. As práticas serão conduzidas durante os encontros.
Preciso ter lido o livro?
Não. Aceitação Radical, de Tara Brach, será nosso fio condutor, e você poderá acompanhar a leitura ao longo do percurso.
É terapia em grupo?
Não. O Grupo de Estudos e Práticas de Aceitação Radical é um trabalho de estudo e práticas de autoconhecimento. Ele não substitui psicoterapia, acompanhamento psiquiátrico ou outros cuidados de saúde de que uma pessoa possa necessitar.
Preciso falar sobre questões pessoais?
Existe espaço para reflexão e partilha, mas cada pessoa escolhe aquilo que deseja compartilhar. Como algumas conversas e práticas envolvem experiências pessoais, é importante ter, na maior parte dos encontros, um ambiente com privacidade suficiente para participar.
Por que existe um Formulário de Participação e Cuidado?
Algumas práticas de meditação, atenção plena e autoinvestigação podem nos colocar em contato com emoções, sensações, memórias e outros conteúdos internos que, em alguns momentos, podem ser difíceis. Por isso, antes da confirmação da participação, peço que cada pessoa responda a um formulário confidencial para que eu possa conhecer um pouco do seu momento atual e avaliar com cuidado a adequação da participação. Uma resposta relacionada à saúde mental não significa automaticamente que a pessoa não poderá participar. Dependendo da situação, podemos conversar antes da confirmação.
Como faço para participar de uma próxima edição?
Você pode deixar seu nome na lista de interesse. Quando uma nova edição estiver com inscrições abertas, entrarei em contato com as informações sobre datas, horários, investimento e participação.

Talvez a questão não seja conseguir eliminar aquilo que você não gostaria de sentir.

Talvez possamos começar investigando outra possibilidade:

Como seria encontrar também essa parte da sua experiência com presença e compaixão?

É essa investigação que vamos fazer juntos ao longo dos 12 encontros.

Se você tiver interesse em participar de uma próxima edição, pode deixar seu nome na lista de interesse.